Livro: O ódio que você semeia.
Autora: Angie Thomas.
Páginas: 376.
Editora: Galera Record.



Avaliação:

Capa: 5 estrelas.
Escrita: 4,5 estrelas.
Personagens: 5 estrelas.
Final: 5 estrelas.


Sinopse: Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente. Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto. Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimidos pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.



Resenha: Quando eu vi esse livro à venda pela primeira vez, eu já tinha certeza que seria a minha próxima compra quando tivesse a oportunidade e que eu amaria a leitura. Não podia estar mais certa.

Ganhador do prêmio Goodreads nas categorias autor estreante e melhor livro jovem adulto, além de ser livro lançamento da autora, O ódio que você semeia, narrado em primeira pessoa, conta a história de Starr, uma jovem negra de 16 anos que mora na periferia e desde pequena presencia vários atos violentos em seu bairro, e esses foram um dos motivos para o começo de seus estudos em uma escola particular. A partir disso, Starr sempre tem muito cuidado em relação ao seu comportamento em frente de seus amigos da escola, de maioria branca, e precisa saber lidas sobre essas duas personalidades que vivem dentro dela.

A trama começa quando mais uma tragédia inesperada envolvendo seus amigos acontecem da periferia em que mora, e Starr precisará de forças para reviver, superar e lutar contra esse tipo de abordagem sofrida por ela com a morte do amigo e que muitos negros que também sofrem na sociedade atual: racismo.
Qual será a solução: A arma, ou a fala?

"Esse é o problema. Nós deixamos as pessoas dizerem coisas, e elas dizem tanto que se torna uma coisa natural para elas e normal para nós. Qual é o sentido de ter voz se você vai ficar em silêncio nos momentos que não deveria?"

                                                            - Página 214.


A autora consegue manifestar tudo que estava querendo de um jeito envolvente e fácil: o namoro, a tolerância, o convívio e a luta. Além disso, 
um ponto interessante foi que a todo momento vemos a preocupação da personagem com as suas atitudes, e com o que as pessoas pensariam disso. E no final do livro, vemos uma mudança total dessa perspectiva, que foi bem legal.

É um tema difícil de ser falado, pois a sua fala possuí, talvez, visões diferentes para cada um que ler o que eu estou escrevendo agora, mas eu digo que é um livro que precisa ter cabeça aberta. De reflexão, agonias e possíveis mudanças de perspectivas. E eu dou a minha palavra de que, quem tiver lido, com certeza não será o mesmo. 


"Logo cedo, eu aprendi que as pessoas cometem erros, e você tem que decidir se os erros são maiores do que seu amor por eles."

                                                              - Página 224.

Com uma capa maravilhosa e um final emocionante (prepare - se para uma incrível reviravolta), vemos a evolução de cada personagem e um pequeno gostinho de como seria o futuro da família (que poderia ter falado mais).

Talvez daqui a 30, 40 ou até 50 anos, uma pessoa pode pegar esse livro e se surpreender com o tema passado por ele, e nem pensar que era uma realidade agora. Porém, a mesma pode adquirir esse livro no futuro e se entristecer pela estagnização do tema. Como já dito no livro diversas vezes, "o ódio que você semeia" vai ser a causa da destruição de tudo. Cabe a nós mudarmos essa realidade. 

Portanto, O ódio que você semeia não tinha como ter acabado melhor! Foi com toda certeza um dos melhores livros que li esse ano e que nenhum leitor deveria deixar de ler.


OBS: O ódio que você semeia será adaptado para os cinemas. Fique ligado!



Postado por: Julia. 







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