Livro: Claraboia.
Autor: José Saramago.
Páginas: 377.
Editora: Companhia das letras.


SINOPSE: Primavera de 1952. Um pequeno prédio numa rua modesta de Lisboa. O sapateiro Silvestre, inquilino do térreo, passa os dias a trabalhar em sua oficina enquanto observa o mundo pela janela. Adriana, uma das solteironas do último andar, adora as sinfonias de Beethoven. Sua irmã Isaura aprecia os dias de nevoeiro, e é uma ávida leitora de romances. No apartamento ao lado, Maria Cláudia sonha com uma vida de liberdade e sofisticação. A jovem datilógrafa, filha de Anselmo e Rosália, é fascinada pela beleza de Lídia, vizinha do andar inferior que vive sozinha, mantida por um homem. A espanhola Carmen, a outra moradora do térreo, é incapaz de esconder seu ódio pelo marido, o caixeiro - viajante Emílio. O andarilho Abel aluga um quarto na casa de Silvestre enquanto procura um sentido para a existência e lê poemas de Fernando Pessoa. Os personagens deste notável romance de José Saramago, escrito na década de 1950 e até agora inédito, compõem um hábil contraponto de narrativas, interligadas pelas portas, paredes e janelas na vida cotidiana.


Avaliação:Capa: 2 estrelas. Escrita: 3.5 estrelas. Personagens: 4 estrelas. Final: 5 estrelas.

Primeiramente, devo começar dizendo que Claraboia, apesar de ter sido escrito na década de 50, ficou perdido por décadas após a recusa de um editor e por isso Saramago não deixou o exemplar ser publicado enquanto estivesse vivo.

Ambientado em um prédio na cidade de Lisboa, Claraboia apresenta o dia a dia e os dramas familiares dos diversos personagens que estão presentes, sem dar muito enfoque nos deveres da vida lá fora. Com isso, ele explora as atitudes e o psicológico dos personagens, nos fazendo refletir sobre a importância dessas ideologias e rotinas, além das críticas sociais demonstradas na época, como tabus sexuais, preconceitos e conservadorismo.

"- Não tenha medo. Só quero dizer que aquilo que cada um de nós tiver de ser na vida, não o será pelas palavras que ouve nem pelos conselhos que recebe. Teremos de receber na própria carne a cicatriz que nos transforma em verdadeiros homens. Depois, é agir...

Página 259.

Como todo ótimo livro de Saramago, mensagens internas e filosóficas são tragas entre as conversas de Silvestre e Abel, como o questionamento sobre a forma em que se deve levar e aproveitar a vida, para que não fique à deriva (Claraboia).





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