Livro: Os Dois Fazendeiros 
Autor: Matheus Zucato 
Páginas: 68 
AUTOGRAFIA

SINOPSE: Dois velhos e viúvos fazendeiros, habitantes da pacata cidadezinha mineira de Caminho da Fé decidem encerrar de uma vez por todas uma disputa que estava adormecida há décadas: declarar o dono daquelas terras ao lado sul de suas fazendas. Os filhos, desaparecidos ainda crianças naquele lugar, acreditavam que lá existia alguma coisa má. O livro mostra os relatos que ambos os homens escreviam naqueles dias, os quais estão recheados de batalhas psicológicas, terror, suspense e planos de assassinar um ao outro. Com um final intrigante e surpreendente, o livro não desaponta quem busca uma literatura diferenciada que prenda o leitor às suas páginas, buscando incessantemente pelo desfecho. 




 “O mais puro dos homens seria transformado na pior besta servidora do mal já existente, se este fosse corrompido pelo orgulho.” Pág. 51.

Aviso: Não seja maluco (como eu) de ler esse livro à noite.

A cidade de Caminho da Fé nunca mais seria a mesma depois dos acontecimentos relatados ali.

Brasta e Enrico são dois fazendeiros importantes, viúvos e “amigos” porém com uma antiga rixa sombria entre eles por causa de um pedaço de terra amaldiçoado. 

O livro é dividido entre duas partes, uma de Enrico, e uma de Brasta, e se alterna em momentos onde é direcionado diretamente ao leitor, e outros no qual é se visto em terceira pessoa. 

Acredito que a forma como a história é contada, leva o leitor a usar bastante sua imaginação, e também teve partes que eu tive que ler duas vezes para ter certeza de que era aquilo mesmo, onde o autor colocou pontos onde eu me perguntava “ele tá mentindo ou falando a verdade?”, e quando eu achava que era mentira vinham fatos que diziam ser verdade, mas mesmo assim, como acreditar? 

É uma história cheia de mistério, onde os personagens tem motivos para fazer o que fazem, e quando o final explode bem na sua frente, você tenta entender o que aconteceu de verdade. 

É algo que não tem como ignorar, e você se leva à criar teorias para entende-lo. 

 “E para velhos que não praticam o ofício da viuvez anciã, procuramos então motivos mais interessantes que nos proporcionem forças para continuar a viver.” Pág. 57



Postado por: Amy


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